domingo, 5 de outubro de 2014

Balanço e anexo ao balanço!

(ou como o justo valor e o custo histórico podem coexistir)

Com o aproximar do encerramento do ano contabilístico, as entidades com responsabilidade na gestão das empresas começam a prestar atenção às denominadas operações contabilísticas do fim do ano.

  
Necessariamente, os ativos fixos tangíveis e propriedades de investimento devem beneficiar de uma atenção acrescida.
A este respeito tornamos a relembrar as palavras de Joaquim Fernando da Cunha Guimarães, na Revista Electrónica n.º 53, de Junho de 2010, que são demasiado importantes para serem ignoradas:

“A imagem verdadeira e apropriada está para a contabilidade, assim como a justiça está para o direito”.

As demonstrações financeiras devem mostrar uma imagem verdadeira e apropriada da posição financeira, do desempenho e das alterações na posição financeira de uma entidade, seja ela da economia real ou da economia social.

A este respeito existe uma ponderação permanente entre esta necessidade de afirmação da imagem verdadeira e apropriada e o principio muito apreciado pelos contabilistas, que é o principio da prudência. Este principio reflete-se na escolha do custo histórico para valorização dos ativos.

Acreditamos, no entanto, que esta permanente discussão acerca das vantagens da valorização pelo custo histórico em detrimento do modelo de revalorização, ou do contrário, conforme uns defensores de um modelo ou de outro (nós defendemos o modelo de revalorização com a estimativa do justo valor) pode ser facilmente resolvida.

De facto, se uma empresa adotar o modelo da revalorização tem, no Anexo ao Balanço, fazer referência ao custo histórico.

A sugestão que fazemos é que o oposto também seja obrigatório.

Porque não também obrigar a que no Anexo ao Balanço seja feita uma referência ao Justo valor se entretanto tiver sido adotado o modelo do custo histórico?

Ou seja, qualquer que seja o modelo escolhido para a valorização dos ativos de uma empresa os dois modelos devem ser explicitados de forma clara.
  
Os técnicos da avaliação de património podem prestar um grande contributo a esta problemática!
Reacções:

0 comentários:

Enviar um comentário