domingo, 3 de fevereiro de 2013

“O valor que justamente serve para enganar os outros” !!!!!!!!!


Esta definição de justo valor (“O valor que justamente serve para enganar os outros”), a afirmação de que “justo valor sim desde que seja para menos” e a referência de que a reavaliação de imóveis serviria para melhorar balanços foram afirmações proferidas pelo Senhor Professor Doutor José Pinheiro Pinto no seminário “O justo valor e a Gestão de Resultados” moderado de forma exemplar pela Professora Doutora Luísa Anacoreta e que teve lugar na Católica Porto Business School no passado dia 31 de janeiro.

A nossa intensão era fazer uma resenha de tudo quanto foi dito de relevante por todos os intervenientes do painel mas perante as afirmações que atrás reproduzimos sentimo-nos no dever de  afirmar que a honorabilidade, a honra e a capacidade técnica da nossa classe profissional não permite enviesamentos estranhos na estimativa do “justo valor”, que não sejam os próprios de uma qualquer estimativa.

Quer as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC), quer a IFRS 13 (hierarquia do justo valor), quer as Normas Contabilísticas de Relatos Financeiro (NCRF), nomeadamente as NCRF 7, 8 e 11, apontam claramente como deve ser estimado o “justo valor”. Uma leitura atenta e o conhecimento profundo destes normativos permite aos auditores e aos técnicos de contabilidade verificar a qualidade dos relatórios de avaliação de imóveis. Temos a certeza que estes técnicos são tão competentes e honestos como os profissionais da avaliação e não pactuam com situações menos claras.

Tanto quanto sabemos, quer a Ordem dos Revisores Oficiais de Contas que a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, exigem que os avaliadores de imóveis para efeitos de “justo valor” estejam registados da Comissão do Mercado de Valores Imobiliários. Os casos de incompetência e de fraude devem ser denunciados para esta entidade. E acreditem que os profissionais da avaliação agradecem!

Quem tem conhecimento de atos menos lícitos praticados por profissionais, quaisquer que eles sejam, tem o dever de os denunciar no fórum próprio, sob pena de ser conivente com esses mesmos atos.

Defender o “custo histórico” em detrimento do “justo valor” é legitimo mas não pode ser feito com suspeições e generalizações. A suspeição do enviesamento das avaliações de imóveis pelo “justo valor” está ao mesmo nível da suspeição que existe sobre o “custo histórico”. Quantas e quantas vezes não se houve falar que o preço de compra e os gastos suportados  foram empolados, por diversos motivos que não vêm agora ao caso, e refletem erradamente o verdadeiro custo de um bem?

Porque defendemos o “justo valor”? Porque as demonstrações financeiras das empresas devem ser transparentes. Devem refletir a imagem verdadeira e apropriada das entidades.

Terminávamos informando que a Católica Porto Business School tem uma pós-graduação de excelência, com Professores de excelência, designada “Gestão e Avaliação no Imobiliário”.  

É um curso que merece ser frequentado e que pode dar uma grande ajuda para quem não percebe ou não quer perceber que a avaliação de imóveis tem regras.
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