A fiabilidade da IA na avaliação imobiliária não se presume, verifica-se. A IA escreve com segurança e raramente diz "não sei". Por isso, a norma RICS sobre IA, obrigatória para os membros desde 9 de março de 2026, exige uma decisão escrita sobre cada resultado com impacto material.
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https://joaofonseca.net/fiabilidade-da-ia-na-avaliacao-imobiliaria/
Três erros típicos (exemplos ilustrativos)
A área trocada: a IA lê 95 m² numa caderneta digitalizada onde está 59 m². O comparável que não existe: numa lista de dez anúncios, dois não existem e um está repetido. A estatística inventada: o enquadramento de mercado cita um valor que não está na fonte indicada.
O que exige a norma RICS (secção 4.2)
Uma decisão escrita que indique os pressupostos, as preocupações e a sua razão, o que pode ser feito para as atenuar e a conclusão sobre se o resultado pode ser usado. Preparada por um avaliador qualificado e identificado, ou sob a sua supervisão. Se o resultado não puder ser usado, o cliente é informado por escrito.
Modelo de decisão escrita
Resultado: extração de áreas da caderneta com IA. Preocupações: digitalização de baixa qualidade; 95 m² incoerente com a tipologia T1. Medidas: verificação manual, certidão permanente e medição na vistoria. Conclusão: área correta de 59 m²; resultado da IA não usado. Responsável: avaliador identificado.
Grande volume: amostragem
Quando a IA produz resultados de forma automática ou em grande volume, não é preciso uma decisão por resultado, mas são obrigatórias amostragens aleatórias regulares para verificar a qualidade.
João Fonseca, perito avaliador de imóveis certificado pela CMVM. Leitura completa no artigo original.

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