Quanto vale a sua casa?
Nem sempre é fácil encontrar um tema para a minha escrita semanal e, na verdade, o de hoje fui buscar à minha caixa de correio, física.
São recorrentes os anúncios com
títulos como “Quanto vale o meu imóvel” ou “Quanto vale a minha casa” ou com
outra qualquer variação sobre estas frases. Ocorreu-me, então, simular o valor
do mesmo imóvel em várias plataformas e verificar se existem diferenças entre
as várias estimativas.
Foram realizadas cinco
estimativas, que vão ser numeradas de 1 a 5, mantendo a confidencialidade sobre
o nome das plataformas em que os valores foram obtidos.
Não comentar ou criticar
eventuais contradições com o que está estipulado na Lei 15/2013, motivo de conflito com o perito avaliador de imóveis, mas existem quatro
considerações que gostaria de fazer, de uma forma construtiva:
-Intervalo muito lato entre estimativas;
-Apresentação de valores até às unidades, não arredondados;
-Inclusão de conceitos que não existem em avaliação de
imóveis, como “valor justo de mercado”, por exemplo.
Caro João Fonseca, em minha opinião e como também uso uma destas plataformas o enviazamento da estimativa começa logo na sua origem. Ou seja, quando os imóveis são introduzidos pelo proprietário ou pelo consultor imobiliário não existe muita das vezes o cuidado de separar o trigo do joio, isto é, a área bruta privativa da área dependente. Não existindo este cuidado à partida, o facto destas plataformas efectuarem os cálculos pela área bruta privativa e a não verificação de cada imóvel de forma a saber se é comparável ou não faz com que o resultado final seja muitas vezes pouco rigoroso. Não nos podemos esquecer dos indicadores estatísticos, como mediana, desvio padrão e co-variância. Por precaução, costumo usar uma destas plataformas, comparando os valores obtidos sempre com o INE ou Confidencial Imobiliário. Grande abraço João Fonseca.
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